quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A que ponto chegamos…

quinta-feira, 5 de novembro de 2009 0

A violência aumentou? Está faltando amor? Falta repressão do poder público? Que mundo queremos para os nossos filhos? Essas são perguntas que a minha geração vem fazendo há anos.

Mas, quem são os culpados pela beligerância generalizada de nossos dias?

Frequentemente ouvimos dizer que essa é uma geração perdida, que não temos limites, que fazemos o que queremos, que não temos respeito, não temos educação. Alegam que antigamente os filhos respeitavam mais os pais, os alunos respeitavam os professores. Será mesmo?

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que essa geração que agora desponta, apesar de ser a geração da tecnologia e do conhecimento, não obteve educação por si própria. Quem nos educou, e isso parecem não lembrar, foi a geração passada, justamente a geração que mais reclama de nossas atitudes hoje.

Penso, na verdade, que são todos (esses que reclamam) frustrados!

Sim, meus caros, frustrados!

Viveram boa parte da infância e da juventude sobre a repressão militar. Não respeitavam professores, não respeitavam as leis, tinham MEDO!!! E, como sabemos, medo não é respeito. Onde há o medo, inexiste o respeito.

Quando se viram livres da repressão, liberaram geral, criando assim os seus filhos. E a culpa recai sobre nós.

Como todos sabem, sou aluno do curso de Direito. Como futuro jurista, busco, sempre, lutar pelo Estado Democrático de Direito, onde todos têm a chance de pronunciar suas opiniões, suas convicções.

Enojo-me quando vejo um professor defendendo a tese de que, ná época da Ditadura Militar, as pessoas respeitavam mais, o país era mais organizado, a Polícia tinha mais poder.

Realmente, a Polícia tinha mais poder… tinha poder abusivo. Era violenta. Matava. Não perguntava antes.

Afirmar que a Ditadura foi um bom período é ser imbecil. Alegar que a moralidade nessa época era mais elevada é reconhecer que viver sobre o medo constante de ser, a qualquer instante, sequestrado e morto, reflete o ser moral. Desta forma, ser moral é ser mudo, silente, cordeirinho, em suma, um imbecil!

Ouvir essas alegações de alguém que chama o próprio filho de corno, que chama tudo e a todos de chifrudo, que demonstra claramente, embora tentando velar, um preconceito infundado em relação a homossexuais e negros, é um insulto à inteligência de qualquer ser humano.

Mas, para “tirar o seu da reta”, faz alegações imputando à essa nossa geração a responsabilidade por todos os males de nossa sociedade. Uma burrice tremenda, posto não reconhecer que estamos chegando agora e vivemos, infelizmente, num mundo que prepararam para nós.

E nós, aqueles que precisam corrigir as falhas, é que somos colocados no banco dos réus.

A que ponto chegamos!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A televisão que nós queremos…

terça-feira, 8 de setembro de 2009 0

Há tempos não ficava em casa, de fronte à televisão, em um dia de semana. Isso aconteceu nesse feriado. De molho, com o joelho enfaixado, dolorido, dor de cabeça, dor no estômago (a gastrite sempre resolve me lembrar que ela existe), e os olhos ruins (preciso urgentemente ir a um oftalmologista). Sem falar nas saudades de quem está longe, na vontade de não estar aqui, mas sim há 999 km de distância, clamando pelo abraço e pelos olhos de um alguém que amo… Outra alternativa não restou… Como não queria subir ao quarto para assistir filmes, fiquei na sala, lendo e acompanhando o que meu pai assistia na televisão. RIDÍCULO!

Meu pai assistia (em verdade eles estava mais cochilando no sofá que prestando atenção no que via) ao programa da Márcia (acho que passa na Bandeirantes). Na tela, um caso: uma mulher, mais velha que o rapaz, o acusava de ter dado o golpe, sob a máscara de uma paixão.

Tudo bem até aí, já que a televisão brasileira está repleta de programas lavanderias. Mas esse chega ao cúmulo. Existem “advogados” defendendo ambas as partes, e o público são os jurados. Sim! Eles ligam (ou mandam mensagem, não consegui prestar atenção no modus operandi) e votam em quem acham que reside a razão.

Infelizmente (sim, pois, já que estava na chuva, o melhor é se molhar), não cheguei a ver o desfecho da história, mas é impressionante o baixismo do programa, uma verdadeira deturpação da justiça brasileira (e quem é que vai me dizer que não querem fazer do programa uma audiência judicial?).

A cada dia que acompanho a televisão pública brasileira, temo pelo futuro de nossa nação. Somos milhões de pessoas ignorantes, alheias à realidade de nossas cidades, bitoladas por religiões que buscam o lucro, alienadas pela verdade da TV, sem educação política, sem educação alguma. Um povo que elege Sarneys, Collors, que se satisfazem com políticas de distribuição de bolsa de misérias e não cobram o que realmente necessitam. Crianças e adolescentes que comemoram a falta de um professor para estarem nas ruas, pré-adultos que deterioram os prédios de nossas universidades públicas e que vivem como animais nas particulares (posso dizer pois vivi as duas realidades). E dia-a-dia engolimos a seco o que nos querem ver engolir. Digerimos com óleo de peróba, e continuamos cegos, surdos e mudos, estáticos, aceitando o que vão nos impondo… e nos pondo… vocês sabem onde!

É preciso acordar! É preciso desligar a TV e ir pras ruas. É preciso ler, é preciso cobrar, é preciso ser, conhecer e viver mais do que apenas manter-se no ritmo das ondas.

Enquanto dormimos, nada irá mudar…

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Qual é nossa parcela de culpa?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009 0

O Senado parece ser o antro-mor da corrupção nacional… mas será que é assim mesmo? Se são nossos representantes, o Senado, o Congresso não seria uma micro-representação do país? Fidedigna representação, aliás?

E se fossemos nós os beneficiados pelas falcatruas do Senado, estaríamos tão revoltados???

MUDEMOS NÓS E O MUNDO MUDA!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Até quando

quarta-feira, 5 de agosto de 2009 0

Até quando essa corja de falsários
a manipular a opinião pública,
privada, merda de vaso sujo,
de bocas sujas,
de pilantragem escancarada
e rouba,
rouba
e nunca faz?

Até quando o teatro imbecil
de um conselho de ética anti-ético,
que protege bandidos
em troca de favores,
em troca de dinheiro,
em troca de votos,
em troca de permanência no bando?

Até quando o discurso fajuto,
a falsa moral,
a tentativa ignóbil de parecer verdadeiro,
mesmo quando todos sabem o que passa,
mesmo quando todos sabemos o que acontece?
E sabendo protestamos,
e reclamamos,
e gritamos,
e usamos a via do esculacho,
do piadismo,
do falar mal,
do cobrar de longe...

Até quando essa imoralidade obtusa,
essa falta de vergonha na cara,
esse desrespeito deflagrado ao povo brasileiro?

Até quando?
Até que eu e tantos outros protestantes,
até que eu e todos os agitadores de meia tigela,
até que eu e tantos outros falastrões do país
levantemos de nossas cadeiras confortáveis,
tirando nossas bundas adiposas
de nossas poltronas pomposas
e de coquetéis molotov em mãos,
sobre motocicletas,
carros,
ônibus,
mulas,
jumentos,
tênis surrados,
chinelos,
marchemos até o curral
e juntos
ateemos fogo nos corruptos,
matemos as bruxas,
façamos justiça.

Até lá...
até lá nada irá mudar!

04 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Idosos e Idosos…

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 0

O Estatuto do Idoso impõe-nos um apelo moral enorme: devemos respeitar os nossos idosos, os bravos senhores e senhoras que lutaram anos e anos para erguer esse país.


Está claro para todos que respeitar os anos, os cabelos brancos, as rugas (e rusgas) vencidas por esses vitoriosos é obrigação das gerações mais novas.


Respeito é tudo pelo que clamam os nossos velhinhos, e devemos isso a eles. Sem eles nem mesmo existiríamos.


No entanto, alguns fatos de nossa vida cotidiana põe esse respeito inexorável em xeque.


Sarney é um velhote, idoso, sexagenário e que, ao contrário de tantos e tantos idosos de nosso país, verdadeiros batalhadores, que sobrevivem com pensões de miséria, aposentadorias esdruxúlas, parcos rendimentos, remédios que custam verdadeiras fortunas, e SUS, cada dia mais, notamos não merecer nosso respeito.


O respeito, que ao longo da vida vamos ganhando, adquirindo experiência, Sarney perdeu. Sua biografia é manchada por acordos espúrios, sua quadrilh... digo, família, sugou anos e anos os lucros de tetas estatais, usando e abusando da boa-fé (ou seria ignorância?) de seus eleitores, pobres, desgraçados, infelizes... e mesmo após alcançar a terceira idade, a sana pelo poder, a ganância pelo dinheiro, parece dominar o corpo já envelhecido, enrugado do velho e mesmo Sarney.


Idoso? Sarney é antes um aproveitador... deixando de lado a ética, um safado, um pilantra que tem à sua volta um bando, uma quadrilha de sugadores que ele, carinhosamente, ou pilantramente, chama de família.

E que o Estatuto do Idoso não o defenda! Nunca!

02 de agosto de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Como eleger uma foto para presidente do Brasil

sexta-feira, 17 de julho de 2009 0

I) Selecione um homem bomba dentre todos do mundo.

II) Prometa a ele o paraíso com virgens mil e tudo do bom e do melhor.

III) Mostre-lhe o alvo e dê-lhe uma meta: Congresso, todos os senadores ou pelo menos uns 200 deputados.

IV) Aguarde o ato.

V) Publique a foto do terrorista.

VI) Inscreva a foto para concorrer ao cargo de presidente.

VII) Corra pro abraço, você é melhor que o Duda Mendonça!

Nova Campanha

Virou moda nos protestos ocorridos em Brasília a campanha “Fora Sarney”. No entanto, não acho que ela seja muito efetiva. Assim como Renans, Paloccis, Collors, campanhas de Fora só dão a esses pilantras umas férias.

Campanha efetiva seria outra, uma mais agressiva.

“MORRA SARNEY”.

E que não volte mais!!!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Crise no Congresso, breve reflexão

quarta-feira, 1 de julho de 2009 0

 

Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão. Ladrão que protege ladrão, permanece no bando”

Eis o lema de nossos queridos representantes no Congresso. Escolhidos por nós, mas que por nós não podem ser cassados…

Cacemo-los, pois!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A questão palestina

segunda-feira, 15 de junho de 2009 0

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mostrou-se favorável a criação de um Estado Palestino, desde que desmilitarizado. A desmilitarização é condição sine qua non para o apoio israelense a criação do novo estado. Segundo o governo de Israel, a medida visa a segurança dos israelenses.

Cômoda em excesso a posição de Netanyahu. De que adiantaria um país palestino sem um exército para proteger as fronteiras de seu Estado contra os desmandos israelenses, historicamente reiterados?

Netanyahu não propõe a criação de um Estado palestino, mas sim de campos de concentração palestinos cercados pelo exército israelense, prontos a atirar por nada (alguma mudança com o que acontece hoje?).

O governo israelense finge buscar uma solução pacífica para o embróglio criado pelo movimento Sionista (em verdade o grande problema da região) pois, ao que parece, o apoio irrestrito do governo estadunidenses não tem um futuro tão promissor.

Prova da atuação teatral de Israel no caso é que o governo não abre mão da continuidade dos programas de assentamentos nos territórios palestinos e afirmam que o reconhecimento do Estado Palestino depende, também, do respeito às áreas colonizadas pelo novo estado.

Uma solução sem qualquer resolução.

Aliás, mais uma!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Na hora certa!

sexta-feira, 12 de junho de 2009 0

A Organização Mundial da Saúde aumentou o nível de alerta da gripe suína de 5 para 6, reconhecendo-a como pandemia!

No mesmo dia, laboratório farmacêutico suíço, Novartir, anuncia a produção do primeiro lote da gripe suína.

Povo alarmado pela elevação do nível de alerta + anúncio de vacina = LUCRO!

Seria coincidência os fatos???

 
Por baixo do Tapete. Design by Pocket